quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Caminho

A vida é caminho. 
Não temos escolha: ou seguimos rumo ao desconhecido com nossos próprios passos ou permanecemos estagnados enquanto a vida trata de nos levar. 
Eu prefiro caminhar.
Passos firmes apesar das incertezas da estrada.
Determinação para atravessar os obstáculos que surgem pelo caminho.
Coragem para enfrentar o inesperado.
Leveza para não obstruir as passagens. 
Atenção com as placas de sinalização que o tempo nos mostra ao longo do trajeto. 
Passos cuidadosos para não cair nas armadilhas durante o percurso.
Pausas para avaliação da extensão já percorrida e definição de novos rumos. 
Evitar descidas muito íngremes. Reergue-se após os tropeços. 
Caminhar sempre, descansar se preciso, e parar somente quando a vida se encarregar de finalizar nossa trajetória. 


segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Dezembrando

Dezembrar envolve reflexão, retrospectiva, avaliação, planejamento,e para mim, envolve ação transformadora.

Como coordenadora da Ação Solidária da minha igreja, todos os anos coloco em prática o projeto que a Igreja Adventista idealizou e denominou como "Mutirão de Natal". É uma campanha de arrecadação de alimentos para beneficiar famílias carentes.

É bonito ver o envolvimento da família cristã. Neste ano, arrecadamos aproximadamente duas toneladas de alimentos e beneficiamos quase cem famílias carentes que foram previamente cadastradas. 

As cestas de Natal foram entregues no último sábado, após um bonito musical dirigido pela cantora espanhola Angie de La Mota. Foi gratificante e motivador. Cada vez que vemos a alegria de quem foi beneficiado, sentimos o desejo de intensificar nossas ações sociais.

Nosso lema é transformar o mundo, uma vida de cada vez. Foi isso que Jesus fez quando passou por aqui e Ele espera que façamos o mesmo. 

















terça-feira, 10 de dezembro de 2013

A Arte de Ensinar

Tenho profunda admiração pela profissão de professor, afinal, todas as demais perpassam por ela. Mas, quando me refiro a professor, não estou dizendo daqueles que um dia escolheram essa profissão (tão prejudicada ao longo do tempo) e hoje cumprem com suas obrigações, pois dependem dela para sobreviver. A esses eu respeito e entendo. O sistema realmente é injusto com vocês. 

Admiração eu tenho pelos mestres. Àqueles que se dedicam à arte de ensinar. Aos que compartilham conhecimento com maestria e que influenciam positivamente a vida de seus aprendizes. Durante a graduação, tive a sorte de conviver com mestres assim e hoje, quero dedicar essa postagem a uma professora que tem ligação direta com minha mais nova conquista, a querida Tatiana Ribeiro de Souza.

Eu ainda não era sua aluna quando a procurei para conversar sobre monografia. Eu queria um tema na área de Direito Ambiental,  mas que tivesse ligação com o meio ambiente artificial. A Tatiana me daria essa matéria em semestre posterior, portanto não me conhecia, mas me atendeu prontamente e numa explicação informal e rápida, me apresentou o Estudo de Impacto de Vizinhança ,que estava dentro do que eu pretendia.

Saí dali direto para os livros. Pesquisei e decidi escrever sobre o assunto. Foi uma experiência proveitosa. Me dediquei muito e fui muito bem orientada, o que resultou em aprovação com cem pontos na monografia. Uma das exigências da monografia é que apresentássemos o assunto para uma turma que era escolhida pelo professor. No dia em que fiz a minha apresentação a Tatiana me disse ao final, você fala muito bem, você tem dom para ser professora. Faça mestrado e invista nisso.

Na pós-graduação, em Direito Ambiental, prossegui pesquisando sobre o EIV, numa abordagem diferente, mas com a mesma base de fundamentação. O problema é que a pós não me deu o que eu esperava, achei tudo muito superficial e eu queria me aprofundar no assunto.

Assim, decidi tentar o mestrado em Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável pela UFMG, vendo uma oportunidade de trabalhar o EIV numa perspectiva prática, onde eu poderia demonstrar empiricamente a importância deste instituto jurídico.

Hoje Tati, quero lhe agradecer, por você ser uma professora brilhante. A você que nunca trata seus alunos como inferiores, antes nos incentiva a aproveitar nosso potencial. A você que não tem medo de compartilhar seu conhecimento e o que faz de maneira encantadora. A você que numa conversa de poucos minutos me apresentou um instrumento jurídico e despertou em mim o interesse em pesquisá-lo. A você que é pequena no tamanho, mas GIGANTE na sala de aula. A você que com sua postura diferenciada, com sua humanidade, seu carisma, influencia positivamente a carreira de seus alunos.

A você eu quero contar que sou a mais nova mestranda em Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável da Universidade Federal de Minas Gerais!  Quinta colocação no processo seletivo.  Meu tema? Estudo de Impacto de Vizinhança (uma abordagem no Município de Sabará e a afetação sobre o patrimônio histórico da cidade) 

Você faz parte desse processo, e eu quero lhe agradecer imensamente por ter sido tão atenciosa comigo, por ter me dado dicas imprescindíveis na monografia e acima de tudo por ter me incentivado a seguir neste caminho. Ás vezes, a gente não faz ideia de que rumo uma simples conversa pode tomar.

Obrigada, obrigada e obrigada! 


Contando o milagre

Deus tem um tempo certo para todas as coisas. Sempre acreditei nisso. E Há quem duvide de milagres, mas eles existem. Vou contar um  pra vocês. 
No fim de 2012, naquele período de retrospectivas e planejamento, incluí em minhas metas o mestrado.
A idéia era começar a estudar desde o começo de 2013. Mas, o ano foi corrido, tumultuado, muitas responsabilidades e eu não conseguia começar a me dedicar ao estudos.
Do meio do ano pra cá, passei por uma sucessão de problemas, de forma  que comecei a desistir desse projeto. Em  conversa com uma mestranda da UFMG , meus planos foram de vez enterrados. Ela me disse: " ninguém entra na Federal sem percorrer um longo caminho. Você tem que fazer disciplina isolada, "vender" seu projeto para um professor, fazer contatos, direto você não entra." 
No início de novembro, saiu o edital. E, para mim, esse foi um dos meses mais difíceis do ano. Sabe aquele momento em que o fardo está pesado demais? Eu estava neste momento. Li e reli o edital e pensei, perda de tempo, não estou preparada. Sobretudo porque o mestrado que eu quero exigiria de mim um conhecimento além da minha área. Vez ou outra namorava o edital me culpando por não ter começado a estudar antes. 
Faltando 5 dias para o término das inscrições, algo dentro de mim começou a gritar: VOCÊ TEM QUE TENTAR. Enquanto eu me desanimava e repetia para mim mesma todas as impossibilidades, era como se ouvisse uma voz " Vai, Eu te ajudo." Eu entendi que era Deus falando comigo. E fui!!! 
Em 5 dias transcrevi para o papel o projeto de pesquisa idealizado, documentei meu currículo lattes (coisa chatíssima e demorada de se fazer), organizei documentação e fiz a inscrição. Tive 7 dias para ler os livros indicados para a prova, num total de 800 páginas,  foram noites em claro.
Quando cheguei para fazer a prova, tive vontade de sair correndo. Os inscritos todos se conheciam, faziam matérias isoladas, papeavam com os professores. Na hora me lembrei da fala daquela mestranda " direto você não entra." Como não dava pra correr, sentei e orei. Pedi a Deus calma e que me ajudasse a lembrar de tudo que estudei. Quando abri a prova me deu vontade de chorar, não de desespero, mas de alegria. As questões estavam no mesmo modo que organizei meus estudos. Tínhamos que falar sobre os principais conceitos trabalhados pelos autores lidos. Foram três horas escrevendo. No dia seguinte saiu o resultado das três primeiras etapas, quando vi não acreditei. 
Entre os trinta e cinco inscritos, 12 haviam sido eliminados. Entre os restantes eu estava na nona colocação. Impossível!  Arguição marcada já para o dia seguinte.  Fiz a entrevista numa sexta-feira e passei o fim de semana envolvida com projetos da igreja. Na segunda, a ansiedade tomou conta. As 14:30 saiu o resultado.
Aprovada, 5º lugar! O choro foi de alegria, de agradecimento a Deus. Eu sequer ia tentar o processo seletivo, porque eu tinha plena consciência de que não estava preparada. Mas eu havia por um instante esquecido que o meu Deus é justamente o Deus dos impossíveis.  
Obrigada Papai do Céu, nós dois sabemos que essa obra foi Tua, eu sei todas as coisas que o Senhor quis me dizer, eu entendi. Te agradeço imensamente!! 
E se você duvida de milagres, fique atento, eles acontecem e às vezes você sequer percebe! 

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Tributo aos vivos

Entre a sequência de tristezas que se entrelaçam à morte, está o ato de homenagear.
Diante da perda, parentes, amigos e afins tecem as mais lindas declarações. 
Nas redes sociais acompanhamos isso com frequência. Cada vez que leio uma dessas homenagens póstumas sinto um nó na garganta. Isso independe do meu grau de envolvimento com o falecido. (Morrer é uma tremenda sacanagem.)
Quando leio aquelas palavras cheias de sentimento sobre alguém que morreu eu já penso: "poxa vida, essa pessoa tinha ter lido isso antes de morrer!" Ela ficaria feliz em saber o quanto é querida. 
Mas, eu também me pergunto, porque é que a gente não tem o mesmo desprendimento para homenagear os vivos? 
É, esses que estão ao nosso redor, e sabe-se lá por quanto tempo permanecerão. 
Foi refletindo nisso que eu decidi, farei um tributo aos vivos. A partir de hoje, vez ou outra vou homenagear alguém que me é especial. E claro, em público. 
E vou começar agora, aproveitando essa insônia que me acomete.
Quero dedicar minha primeira menção ao meu amor. Esse homem abençoado que Deus colocou na minha vida. 
Ah querido, eu realmente não sei o que seria da minha vida sem você! Como você diz, você me deu um rumo. Sou Obrigada a admitir. Um encontro casual que mudou nossas vidas por completo. 
Você trouxe mais alegria pro meu mundo tão serio, mais equilíbrio pra minha impulsividade, mais calma pro meu estresse. Você me ajuda, me perdoa, me incentiva, me encoraja, me anima. 
A vida não teria graça sem você! 
Te amo muito! Sempre! 





segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Mais um Blog

E aí povo bonito do meu Brasil baronil!
Entre os tantos projetos que tenho desenvolvido na área profissional, estou à frente de um novo blog.
Um blog jurídico!
Dentro do que o estatuto de ética nos permite, estamos desenvolvendo ações para consolidar nossa marca.
A proposta do "Papo Jurídico" é falar sobre assuntos que interessam a todos e sobre os quais nós temos conhecimento.
Convido a você, meu seguidor aqui no Sutilezas e Amenidades a conhecer meu blog jurídico. Será um prazer interagir com você!

Vem gente!!

http://paposjuridicos.blogspot.com.br/








sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Cuidando de negócios

Como toda boa empreendedora estou ocupadíssima cuidando dos negócios. Empreender requer tempo, foco e determinação. Estamos ampliando nosso escritório e passando por uma fase de consolidação de nossa marca. Isso envolve várias reuniões, contatos, escrita de artigos, mil detalhes.
Hoje, enquanto realizava uma pesquisa para um novo artigo, encontrei um texto que li ano passado, cometi a gafe de não anotar o nome do livro e não consigo encontrá-lo no meu Iphone. Mas, o texto é digno de ser compartilhado.
Muito bacana, sobretudo pra quem quer ser empreendedor.

Ter o seu próprio negócio. Este é o sonho de muita gente que quer chutar o balde e dar adeus a todo vínculo com emprego e patrão. Porém o sonho pode acabar virando pesadelo se o profissional não entender claramente suas capacidades e limitações. O primeiro passo para quem tenta partir para seu próprio negocio é descobrir quem ele é.Algo que até os 3 porquinhos precisaram descobrir.
Era uma vez três porquinhos que vivam felizes na Floresta Encantanda LTDA. Seus nomes eram Prático, Schweinchen Schlau e Cícero.
Schweinchen Schlau era organizado, teórico e inflexível. Um bom administrador, porém vivendo no passado. Cícero, ao contrário, vivia no futuro. Sonhador e empreendendor, viaja para Hellman’s Airlines. Já o Prático era... bem, ele era prático, oras! Vivia no presente.
Sagazes os porquinhos perceberam q a tendência era a empresa livrar-se de tudo aquilo que não fizesse parte de seu core business, mandando muito mais do que três porquinhos de volta para casa. Alguns ficariam desempregados, outros terceirizados.Longe de significar uma ameaça, aquilo para eles era a realização do antigo sonho de viver sem emprego e sem patrão – iriam ser donos do próprio focinho.
Cada um saiu da empresa para se dedicar a projetos pessoais ou enfrentar novos desafios, como é costume dizer de executivos que perdem o emprego. Construíram cada um o seu home Office e, para afugentar o fantasma do desemprego, ouviam uma musiquinha no MP3 q baixaram da Internet: Quem tem medo do Lobo mau, Lobo Mau, Lobo Mau?
Porém, Prático logo percebeu que não era fácil tocar o próprio negocio no conforto do seu home Office de tijolos.Das oito horas diárias com direito a almoço e cafezinho que tinha no antigo emprego, passou a virar dezoito horas injetando café nas veias e colocando palitinhos nas pálpebras para o serviço ficar pronto para ontem. A tão sonhada liberdade virou pesadelo e ele acabou ouvindo outro MP3, desta vez “Meus tempos de Criança” para fazer coro com  Ataulfo Alves: “Eu era feliz e não sabia.” De empregado Prático passou a escravo.
Culpa do trabalho em casa? Não, culpa das habilidades que lhe faltavam para manter um negócio.No antigo emprego, Prático podia contar com o porquinho Cícero, sonhador e empreendedor, explorando tendências e criando novas oportunidades de negócios.Podia contar também com o suporte de Schweinchen Schlau, o organizado porquinho administrador. Somente agora percebia a importância do administrador e do empreendedor ao seu lado.
Antes, enquanto Prático executava o trabalho de rotina, eram eles que cuidavam do planejamento, desenvolviam novos produtos, compravam, vendiam, cuidavam da contabilidade, dos serviços bancários e até de providenciar que o café fosse servido e o lixo colocado na rua. Agora, adivinhe quem fazia o próprio café ou colocava lixo na rua? Sem falar, comprar, vender, ir ao banco, manter a contabilidade em dia, atender ao telefone e buscar os leitõezinhos na escola. Prático entendeu que a expressão três em um não era marmelada.
Onde errou? Na verdade, não errou, como não erra qualquer porquinho que sonhe ser dono de seu próprio negocio ou decida trabalhar em regime de home Office. A principio Prático teve a visão e a motivação necessárias para começar, mas tão logo a adrenalina secou ele voltou à rotina.Tinha que executar o trabalho do dia-a-dia e não sobrava tempo para ser, além de Prático, administrador e empreendedor. O cliente estava sempre pedindo o serviço para ontem. A empresa de Prático acabou ficando uma porcaria. O que fazer? Ele começou a pensar. Terceirizar! Foi a solução q tinham adotado na empresa onde trabalhou. Faria o mesmo. Contrataria fornecedores para os serviços que não podia,não sabia ou não queria fazer.Valendo-se da tecnologia da informação, Prático criou uma estrutura que lhe permitisse trabalhar conectado e integrado à sua rede de fornecedores, clientes e parceiros.
Schweinchen Schlau foi o primeiro cujos serviços contratou. Confortavelmente instalado em um home Office de madeira, passou a cuidar das tarefas administrativas para Prático. Cícero foi o segundo, consultor de novas tendências de negócios que, de seu home Office de palha, apontava para Prático os novos rumos e tendências. Algumas de suas idéias eram só fogo- de- palha como sua casa, mas todos entendiam que isso fazia parte do trabalho de criatividade de todo empreendedor. A coisa começou a funcionar. Os três tinham descoberto uma nova forma de se trabalhar.

E o Lobo Mau? Eu sabia que você ia perguntar  Bem, o Lobo Mau tem enviado currículos para diversas empresas, de tijolos, madeiras e palha, mas as portas não se abrem para ele. Deve ser por causa da idade, falta de atualização ou por não falar inglês. Como o que lhe resta de fôlego, continua tentando. Até agora só recebeu resposta da Floresta Encantada Ltda. em um email padrão, enviado a centenas de profissionais de todas as áreas, q diz apenas: Lamentos informar que o emprego que você procura não existe mais.”

A vida é isso minha gente, uma constante renovação, seja no pessoal ou nos negócios. Quem fica estagnado é engolido pelos inovadores.

Foto de nosso novo escritório: