terça-feira, 15 de abril de 2014

Descubra!

A mesmice é o mal dos que vivem estagnados.
Para ir além é preciso fazer novas descobertas frequentemente.
Felicidade é movimento. Experimente, saia do lugar, mexa-se!



sábado, 5 de abril de 2014

Desacelerar é preciso

Minha filosofia de vida é: buscar algo bom em qualquer coisa que aconteça. Estou com dengue, pela segunda vez. É realmente péssimo. Mas, tem uma coisa boa: tenho tempo livre! Vai dar até para escrever no blog, coisa que não consigo fazer há dias. 
Li agora a notícia sobre o José Wilker. Considerava ele um ícone, um debatedor da situaçao humana, uma alma poética e uma voz encantadora. Vítima de infarto fulminante. 
Na última semana, dois conhecidos morreram vítimas desse mesmo mal. A diferença é que eram bem mais novos. Fico pensando: Será que esse aceleramento da vida tem influenciado na ocorrência de infartos fulminantes? 
Está tudo rápido demais, o dia a dia exige demais de nós, nos desgastamos muito, repousamos pouco, nos estressamos demais, relaxamos de menos. 
Talvez seja a hora de como disse Rubem Alves , aprender com os caracóis. 
Se você nunca leu " a pedagogia dos caracóis" vale a pena conhecer. Divido com vocês um trechinho.

"Mamãe, os professores dizem 'É preciso andar rápido, nada de vagareza, para frente, para frente. Mamãe, onde é a frente?". E aí ele passa a falar sobre a virtude pedagógica da vagareza. Pode ser que "chegar na frente" não seja tão importante assim! Quem sabe o "estar indo" seja mais educativo do que chegar.
No estar indo aprende-se um jeito de ser. 
Nietzsche se ria dos turistas que subiam as montanhas como animais, estúpidos e suados. Não haviam aprendido que há vistas maravilhosas no caminho que sobe... Riobaldo acrescentaria: "O real não está nem na saída e nem na chegada; ele se dispõe para a gente é no meio da travessia.A lentidão é virtude a ser aprendida num mundo em que a vida corre ao ritmo das máquinas. "

Acredito que precisamos desacelerar. Curtir a travessia. Se demorar nos detalhes. Ou diminuímos o passo ou encurtamos a vida. 

quinta-feira, 27 de março de 2014


Aumentando o conhecimento  e cada dia mais vendo o mundo com olhares mais amplos.
Lindo isso, sabia? Lindo e mágico!


sexta-feira, 21 de março de 2014

Arte Sacra

" Encanto intelectual, claro, mas também sensibilidade: as obras antigas fascinam por suas dimensões, por seu refinamento e a maestria de sua execução, pela riqueza de seus materiais."


Teto da Igreja do Rosário em Sabará/ MG. Essa igreja foi idealizada e construída pelos negros para que pudessem cultuar. O teto foi  Pintado  com urucum, açafrão e sangue de boi. Fixado com extrato de óleo de Jatobá. 

terça-feira, 18 de março de 2014

Pensando a Cidade




 Vida de mestranda...

" Fechemos o s olhos e deixemos nossa imaginação andar pela cidade. O que vemos? Inicialmente o perceptível é o concretamente visível: prédios, casas, ruas. Bairros que se sucedem de forma diferenciada, pois são desiguais entre si. Na grande metrópole podemos falar da favela,  dos bairros de classe média, dos bairros arborizados de onde se vislumbram grandes muros rodeando mansões. Mas também podemos recordar que existe o boteco da esquina, a padaria, o supermercado, a vendinha, o clube, alguns prédios industriais de vários tamanhos e estilos, bancos, etc.
Podemos também perceber que essas construções são são iguais do ponto de vista arquitetônico, datam de tempos diferentes. Há bairros mais novos e mais velhos. Há prédios de pastilha, outros envidraçados. A dimensão de vários tempos está impregnada na paisagem da cidade. Por outro lado, não podemos deixar de pensar ainda, com os olhos fechados, que existe todo um movimento próprio à paisagem, um vai e vem, de carros e pessoas (apressadas ou não). É o ritmo da vida. O modo de expressão da vida na cidade. Ruídos diversos."

segunda-feira, 10 de março de 2014

Meu mundo...

... na inspiração de Caio Fernando Abreu:

"Não sou pra todos.
Gosto muito do meu mundinho.
Ele é cheio de surpresas, palavras soltas e cores misturadas.
Às vezes tem céu azul, outras tempestade.
Lá dentro cabem  sonhos de todos os tamanhos.
Mas não cabe muita gente.
Todas as pessoas que estão dentro dele não estão por acaso. São necessárias."


terça-feira, 4 de março de 2014

Sorriso por José Saramago

Neste recesso viajei, descansei, me diverti, e claro, li!
E há trechos que não dá para simplesmente ler, são tão sublimes que a gente tem que compartilhar.



Sorriso, diz-me aqui o dicionário, é o acto de sorrir. E sorrir é rir sem fazer ruído e executando contracção muscular da boca e dos olhos.

O sorriso, meus amigos, é muito mais do que estas pobres definições, e eu pasmo ao imaginar o autor do dicionário no acto de escrever o seu verbete, assim a frio, como se nunca tivesse sorrido na vida. Por aqui se vê até que ponto o que as pessoas fazem pode diferir do que dizem. Caio em completo devaneio e ponho-me a sonhar um dicionário que desse precisamente, exactamente, o sentido das palavras e transformasse em fio-de-prumo a rede em que, na prática de todos os
dias, elas nos envolvem.

Não há dois sorrisos iguais. Temos o sorriso de troça, o sorriso superior e o seu contrário humilde, o de ternura, o de cepticismo, o amargo e o irónico, o sorriso de esperança, o de condescendência, o deslumbrado, o de embaraço, e (por que não?) o de quem morre. E há muitos mais. Mas nenhum deles é o Sorriso.

O Sorriso (este, com maiúsculas) vem sempre de longe. É a manifestação de uma sabedoria profunda, não tem nada que ver com as contracções musculares e não cabe numa definição de dicionário. Principia por um leve mover de rosto, às vezes hesitante, por um frémito interior que nasce nas mais secretas camadas do ser. Se move músculos é porque não tem outra maneira de exprimir-se. Mas não terá? Não conhecemos nós sorrisos que são rápidos clarões, como esse brilho súbito e inexplicável que soltam os peixes nas águas fundas? Quando a luz do sol passa sobre os campos ao sabor do vento e da nuvem, que foi que na terra se moveu? E contudo era um sorriso.