quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Agosto

Em geral, o mês de agosto não é muito querido. Coitadinho!
Amei o que Caio Fernando Abreu escreveu sobre o mês mais indesejado do ano!

"Para atravessar agosto é preciso antes de mais nada paciência e fé. Paciência para cruzar os dias sem se deixar esmagar por eles, mesmo que nada aconteça de mau; fé para estar seguro, o tempo todo, que chegará setembro - e também certa não-fé, para não ligar a mínima às negras lendas deste mês de cachorro louco. É preciso quem sabe ficar-se distraído, inconsciente de que é agosto, e só lembrar disso no momento de, por exemplo, assinar um cheque e precisar da data. Então dizer mentalmente ah!, escrever tanto de tanto de mil novecentos e tanto e ir em frente. Este é um ponto importante: ir, sobretudo, em frente."


Paciência e fé meu caro Abreu, temos que ter em todos os meses e dias, afinal esse mundo não anda fácil. O ponto mais importante, não é apenas ir em frente, é fazê-lo da melhor forma possível. É de fato, viver!

Que Agosto, com seus ventos, nos traga ótimos episódios!

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Um pouco de filosofia


Cartas a Lucílio, de Sêneca
O ingrato tortura-se e aflige-se a si mesmo; odeia os benefícios que recebe por ter de retribuí-los, procura reduzir a sua importância e, pelo contrário, agigantar enormemente as ofensas que lhe foram causadas. Há alguém mais miserável do que um homem que se esquece dos benefícios para só se lembrar das ofensas? A sabedoria, pelo contrário, valoriza todos os benefícios, fixa-se na sua consideração, compraz-se em recordá-los continuamente. Os maus só têm um momento de prazer, e mesmo esse breve: o instante em que recebem o benefício; o sábio, pelo seu lado, extrai do benefício recebido uma satisfação grande e perene. O que lhe dá prazer não é o momento de receber, mas sim o fato de ter recebido o benefício; isto é para ele algo de imortal, de permanente. O sábio não tem senão desprezo por aquilo que o lesou; tudo isso ele esquece, não por incúria, mas voluntariamente. Não interpreta tudo pelo pior, não procura descobrir o culpado do que lhe sucedeu, preferindo atribuir os erros dos homens à fortuna.
Não atribui más intenções às palavras ou aos olhares dos outros, antes procura dar do que lhe fazem uma interpretação benevolente. Prefere lembrar-se do bem que lhe fizeram, e não do mal; tanto quanto pode, guarda na memória os benefícios precedentes e não muda de disposição para com aqueles a quem deve algum favor a não ser que as suas más ações sejam de longe mais graves, numa desproporção evidente mesmo a quem não a quer ver; e até neste caso o sábio terá por eles, depois de uma considerável ofensa, sentimentos idênticos aos que tinha antes do favor recebido. Na realidade, mesmo quando a ofensa é equivalente ao benefício, permanece na nossa alma um certo sentido de benevolência.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Meu Mundo Ideal

Eu queria um mundo em que o céu estivesse sempre azul, em que o verde tivesse espaço e o ar fosse puro.
No meu mundo o sol brilharia todos os dias, nem tão quente, nem tão fraco, um brilho constante, equilibrado.
Eu queria um mundo em que as crianças brincassem, olhassem borboletas, admirassem vagalumes, contassem estrelas. 
No meu mundo as pessoas seriam educadas, tolerantes, aprazíveis, éticas, honestas. Nao haveria lugar pra soberba, pra arrogância, pra discriminação, pra violência.
Eu queria um mundo sem guerras, sem terroristas, sem corrupção.
No meu mundo os seres humanos se tratariam como iguais. Eu queria um mundo sem fome, sem doenças, sem dor.
No meu mundo, as pessoas viveriam pra sempre ou enquanto tivessem vontade. Eu queria um mundo em que nao existissse histórias tristes de filhos que perdem a mae enquanto sao pequenos e, nem  de mães que perdem os filhos.
No meu mundo reinaria a paz, a bondade, a alegria, a vida. Eu queria um mundo no qual todos os adjetivos ruins fossem como contos da carochinha, só existissem na imaginação.
Utopia? Não. O meu mundo ideal é simplório perto do mundo novo que Deus está preparando pra nós.
"E Deus limpará dos olhos todo lágrima e nao haverá mais morte, nem pranto, nem dor. Porque as primeiras coisas já passaram e tudo se fez novo." Apocalipse 21:4

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Chega de Excessos

 O trecho abaixo foi extraído do livro "Doidas e Santas " de Martha Medeiros. Engraçado que tenho refletido muito sobre isso. Estamos exagerando em tudo, e talvez deixando de lado o que mais importa. Estou buscando o equilíbrio e me permitindo a leveza.


"A impressao que tenho é que a informação que recebemos é tanta, mas tanta, que nos imobiliza. A populaçao do planeta está em plena atividade, todos trabalhando, planejando, comemorando, matando, sobrevivendo, um mundo no gerúndio, sem interrupções e a gente consumindo tudo isso, soterrados por tanta notícia, por tanto apelo, por tanta emergência de opinar, concordar, discordar. Você poderia estar ouvindo uma música agora, olhando pro céu. Você poderia estar regando suas plantas, poderia estar observando o barulho da chuva, poderia estar preparando um chá ou lendo um belo poema em vez desses lamentos. Deixo aqui uma perguntinha: você tem recebido notícias de si mesmo??"


segunda-feira, 25 de junho de 2012

Lições de vida

Entre os requisitos da sabedoria, está em fazer bom proveito do que se lê. Já aprendi faz tempo a respeitar até aqueles que se dizem meus inimigos. Respeito a opinião deles a meu respeito, respeito o que eles dizem, e respeito a minha posição de ignorá-los totalmente.
Li esse texto hoje e vi nele a lição que já aprendi, por isso acho que sabedoria neste momento, é compartilhá-lo com quem possa precisar.
`Só há duas opiniões relevantes sobre você e sua vida, a sua e a de Deus. Se você tem desafetos, dou uma dica, aliás, duas, ignore e ore por eles.

Ervas daninhas da vida

                                                           Lady Dana Austin

[O justo] é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem-sucedido. Salmo 1:3

Após retornar de uma excursão, encontrei ervas daninhas de um metro de altura esperando por mim, em casa. Puxa! Como foi possível que essas ervas criassem raízes e crescessem tanto em apenas um mês? Eu esperava que as plantas perenes que eu plantara no ano anterior reaparecessem. Mas logo percebi que esperança sem ação é inútil. Espanta-me que as ervas daninhas cresçam sem qualquer trato ou cultivo, e suas raízes se aprofundem e se estendam.

Às vezes, em nossos relacionamentos, encontramos ervas daninhas crescendo onde nunca as plantamos. Essas ervas causam atritos, divisão e, por fim, desastre. Isso me faz lembrar da parábola de Jesus sobre o homem que saiu a semear: “Outra [semente] caiu entre espinhos, e os espinhos cresceram e a sufocaram” (Mateus 13:7). Algumas de minhas amigas que realmente gostam de jardinagem falam das alegrias de arrancar ervas daninhas, de desarraigar essas plantas que se espalham, antes que tomem conta de tudo. Não consigo me identificar com isso, já que prefiro trabalhar entre quatro paredes. Mas bons mordomos precisam trabalhar onde são necessários, e não necessariamente onde desejam.

Essa lição objetiva me ensinou a ser coerente com aquilo que desejo na vida. Se quero paz, devo plantar as sementes da paz. Se quero amor, devo plantar as sementes do amor. Se quero alegria, alegria indizível, devo plantar as sementes da alegria. Se quero amizades sólidas, devo plantar sementes que gerem amizade. Se desejo estabilidade financeira, devo plantar as sementes da sábia administração. Se desejo sabedoria, devo plantar as sementes da sabedoria. Se desejo mudanças transformadoras, positivas no mundo, devo ser a mudança que eu quero ver. Seja qual for o desejo, ele requer que eu seja intencional em meus atos. Caso contrário, as ervas daninhas da dúvida, do desespero, da carência, da solidão e insensatez sufocarão as boas plantas. Hoje, sou categórica em meu desejo de plantar as sementes do amor, alegria, paz, mansidão, bondade, amizade, boa administração e conhecimento. Assim, pratico um cuidado preventivo, arrancando as ervas que ocultam e sufocam essas qualidades da vida.

Sinta-se abençoada. Intencionalmente escolho sentir-me assim.

Lady Dana Austin


quinta-feira, 14 de junho de 2012

"E, por último (agora, sim, encerrando), risque do seu Aurélio a palavra perfeição. O dicionário das mulheres interessantes inclui fragilidades, inseguranças, limites. Pare de brigar com você mesma para ser a mãe perfeita, a dona de casa impecável, a profissional que sabe tudo, a esposa nota mil. Acima de tudo, elimine de sua vida o desgaste que é tentar ter coxas sem celulite, rosto sem rugas, cabelos que não arrepiam, bumbum que encara qualquer biquíni. Mulheres reais são mulheres imperfeitas. E mulheres que se aceitam como imperfeitas são mulheres livres. Viver não é (e nunca foi) fácil, mas, quando se elimina o excesso de peso da bagagem (e a busca da perfeição pesa toneladas), a tão sonhada felicidade fica muito mais possível.”
by Leila Ferreira



quinta-feira, 24 de maio de 2012

Gratidão


(...) Diariamente eu chego a simples conclusão de que a vida é tão maravilhosa porque também é feita de colos, de feridas que cicatrizam, de amigos que celebram ou choram junto, de café coado com coador de pano, de gente que pega ônibus ou faz caminhada pela manhã, de quem planta o que se pode comer, de vizinhos que alimentam seus gatos com comida de gente. Que a vida é feita de algumas pessoas que direcionam todo o seu potencial criativo para melhorar a qualidade de vida de gente que eles nem conhecem. Que é feita de e-mails que chegam recheados de saudade e de cartas extraviadas solitárias numa gaveta de um correio qualquer. De muros e pontes e cais. De aviões que suprimem distâncias e de barcos que chegam. De bicicletas que atravessam cidades. De redes que balançam gente. De rostos que recebem beijos. De bocas que beijam. De mãos que se dão. Que existem pessoas altamente gostáveis, altamente rabugentas, altamente generosas, pessoas distraídas que perdem as coisas, mal-educadas que buzinam sem necessidade, pessoas conectadas que se preocupam com o lixo, pessoas sedutoras e seduzíveis, possíveis e impossíveis, pessoas que se entregam, pessoas que se privam, pessoas que machucam, pessoas que chegam pra curar desencadeadores de poemas, de sorrisos, de lições de vida que ficarão guardadas para sempre … A vida é tão maravilhosa porque ela nos compensa com ela mesma.
by Marla de QueirozTexto perfeito para o meu momento!!!